Entrevista veiculada na revista Sexto Sentido

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O Xamanismo busca integrar o ser humano às suas origens, conectando a natureza, o homem e a espiritualidade dentro dos ciclos do universo.

Vitor começou a se envolver com os aspectos mais profundos da espiritualidade desde cedo. Com 4 anos de idade, frequentava um Centro de Umbanda em companhia de sua mãe e já tinha contato com a sabedoria ancestral. Mas a grande transformação aconteceu quando uma vez estando muito doente, com uma forte crise de bronquite, teve uma experiência fora do corpo. Flutuando, viu o médico cuidando dele e aquilo o impressionou e o levou a estudar profundamente os aspectos que envolvem as experiências de expansão da consciência e da espiritualidade.

Há cerca de 20 anos, conheceu o IPPB, Instituto de Pesquisas Projeciológicas e Bioenergéticas do professor Wagner Borges, e começou a estudar assuntos como Bioenergia, Projeção Astral, Hermetismo, Taoismo, Budismo e o Xamanismo.

O fato principal que o levou ao IPPB foi o desencarne de sua mãe, pois nessa época buscava várias respostas e as encontrou no estudo da Projeção da Consciência, que é uma ótima ferramenta para compreender o contato espiritual com os vários planos de existência, e assim descobriu o universo profundo e abrangente da espiritualidade que vai além de satisfazer um desejo pessoal.

Seguindo uma longa jornada de estudos, teve o seu despertar quando, acompanhando Wagner Borges em um trabalho no Rio de Janeiro, encontrou um xamã que lhe tocou o coração e o fez se reconectar com a “Grande Sabedoria Ancestral” que estava adormecida em seu interior e a reconexão com a Sabedoria Nativa aconteceu.

Desde então, começou a se aprofundar no Xamanismo de uma maneira integral: estudando, conhecendo a Filosofia (é muito importante lembrar que Xamanismo não é uma religião), vivenciando com os índios seus rituais, visitando as tribos, participando e aprendendo a respeitar tudo como obra da Grande Mãe-Terra e do Grande Pai-Céu, sendo tocado pela sabedoria natural desses grandes seres que são os índios, tanto daqui do Brasil quanto do exterior.

Entender a simplicidade, o amor que trazem no coração, em que o maior aprendizado está no sentir. E com certeza isso tudo fez e faz muita diferença em como vive e desenvolve espiritualmente sua vida, a qual revela a seguir.

Clique nas perguntas para visualizar as respostas.

O Xamanismo tem um estreito contato com os povos indígenas de várias partes do planeta. Com isso, você deve ter tido contato com várias histórias. Qual o impressionou mais?

Tenho mais contato com índios brasileiros, esses grandes guerreiros que têm muita sabedoria em seus corações, mas também tive muitos contatos com índios de outros lugares. O primeiro mais marcante foi o xamã que encontrei no Rio de Janeiro, porque o despertar aconteceu nesse momento mágico. Mas, um dos atuais, foi um encontro com um Nativo que mora em Sedona, no Estado do Arizona, EUA. Ele veio ao Brasil fazer uma vivência de um final de semana e com muito carinho fui participar. Quando cheguei ao local combinado para o encontro das pessoas que iriam à vivência (vivência que foi realizada em um sítio na região de Cotia – SP), ele já estava lá, esperando para ir conosco.

Sentamo-nos para esperar as pessoas que iriam chegar e comecei a conversar com ele. Ele gostou do meu anel (com símbolo Celta) e pediu para limpá-lo... Uma benção...Fiquei até sem jeito, mas ele pegou o anel, limpou com um simples paninho, cantou, abençoou e me entregou o anel brilhando, assim como vi o brilho dos seus olhos, um brilho sereno, seguro, profundo.

Na hora de irmos para a vivência, ele disse que queria ir comigo em meu carro, em minha companhia. Aí realmente eu fiquei emocionado, porque ele tem uma energia que sincronizou com a minha, percebi cada vez mais isso durante o trabalho que ele estava conduzindo. Na volta para São Paulo, capital, ele também quis voltar comigo. Nesse caminho, ele foi contando coisas da sua terra, da sua vida; foi me ensinando e explicando o seu modo de viver. E a cada momento eu via sua simplicidade e ao mesmo tempo sua riqueza em palavras, em gesto e tudo mais que saía do seu coração. Era sem dúvida energia de cura.

Esse encontro me emocionou demais também porque ele mora em um lugar que faz parte dos meus objetivos de vida conhecer e me deu dicas importantíssimas de como me comportar em um lugar tão sagrado como Sedona, EUA.

Hoje vemos vários profissionais se colocando como xamãs, como você lida com as diferentes correntes que surgiram com a popularização do xamanismo?

Essa é realmente uma questão delicada, na qual o discernimento e a maturidade precisam imperar para que façamos o certo, com respeito, pois xamanismo, assim como outras filosofias e religiões, acaba ganhando novas roupagens e adaptações.

Temos o Xamanismo Brasileiro que pode ter coisas diferentes do Xamanismo Siberiano, por exemplo. Mas uma coisa não muda, o respeito pelo Sagrado, pela Mãe-Terra, pelos Ancestrais, pelos animais, entre outras coisas. Há um fundamento em tudo que fazem, há o agradecer e o honrar em tudo o que fazem e tocam, no simples gesto de abraçar uma árvore.

É uma pena que hoje alguns se utilizem de uma ferramenta tão sagrada e profunda para algo superficial ou por status. Mas acredito em uma Força Maior que prevalece na Criação e que tudo o que for superficial, raso, ou prejudica o outro não permanece, não dura.

Todos os problemas psicológicos que as pessoas carregam na atualidade podem ser explicados e tratados com a visão xamânica?

Acredito que muitas delas sim. Isso também depende muito da própria pessoa.

Os xamãs, como eu já disse, trabalham com a simplicidade em todas as questões. Eles trabalham com o autoconhecimento, a meditação nas montanhas (busca da visão), as saunas sagradas de purificação, as cerimônias variadas que nos levam à reconexão com a Mãe Natureza, tudo com o propósito de se realizarem interiormente, conhecerem e abençoarem plenamente todas as suas relações em todos os aspectos. O olhar mais amplo para dimensionar os fatores da sua vida.

Há um trabalho muito especial que realizo e é chamado Resgate de Alma. É um trabalho semelhante à regressão, onde são acionados os Animais de Poder em seu sentido energético para facilitar a vivência e a cura da pessoa que está sendo trabalhada. A pessoa vai até onde há fragmentos da alma dela, ou seja, alguma situação com algo ou alguém que tenha bloqueado ou restringido de algum modo as suas emoções; e fazendo com que ela volte àquele momento delicado, limpamos e resgatamos aquela energia que está fragmentada, de modo consciente, tranquilo, deixando a força da pessoa em questão na completude.

Esse é um grande trabalho ancestral que aprendi com os nativos e que eu vi os resultados em todos os trabalhos que realizei. É realmente surpreendente!

Considerando que a cultura indígena faz parte de nosso patrimônio cultural e espiritual, em que posição o Brasil se encontra acerca dos estudos sobre a sabedoria fitoterápica do Xamanismo?

Eu também me pergunto isso e fico pensando: com toda a tecnologia que temos hoje, todos os estudos e experimentos que podemos fazer, me vem a imagem daquele índio na floresta, orando no silêncio, colhendo as ervas para remédios, chás, banhos e usos. Como eles descobriram o benefício de cada erva? Como puderam curar com determinada erva medicinal no meio daquela vastidão? Sinceramente fico pensando que eles realmente são seres enviados das estrelas, como eles mesmos dizem, para virem com tanta sabedoria.

Na minha opinião, o Brasil tem uma grande riqueza fitoterápica, que os nativos conhecem muito bem e que o não índio (assim é chamado o homem branco pelos índios) perde a oportunidade de conhecer e consequentemente de se curar.

Você, ao longo do seu trabalho, fez uso de ervas ou plantas que abrem os canais de consciência, as chamadas plantas alucinógenas? O que você tem a dizer aos que buscam esse caminho?

Eu aprendi, neste caminho da espiritualidade, que o respeito é sempre muito importante.

Como eu disse anteriormente, na minha busca pelo conhecimento do Xamanismo, experimentei e conheci tudo que me foi autorizado dentro de um contexto nativo sério e respeitoso, com o propósito de honrar toda a Sabedoria Ancestral.

Tive contato de uma forma bastante sagrada com a Ayahuasca, dentro de um importante trabalho de autoconhecimento com meus irmãos índios. E posso dizer que a experiência para mim foi bem forte.

É um ritual realmente diferente dos que costumo fazer, mas, quando entrei em contato com essa energia, vi que é uma força para ser acessada de forma muito cautelosa e sagrada, pelo nível de estado alterado que ela proporciona.

Hoje sabemos que muitas coisas fora do contexto sagrado são feitas em nome tanto do Xamanismo como das ervas de poder, como a Ayahuasca e o Santo Daime, mas pela minha experiência posso dizer que isso não acontece quando os princípios são verdadeiros, quando o trabalho é bem-orientado por uma pessoa que realmente está dentro do universo respeitoso que é o Xamanismo e quando também há o bom-senso de que todo o excesso faz mal.

Está preparando algum livro/trabalho no momento?

Sim. Estou escrevendo um livro com muito carinho e profundidade sobre essa filosofia tão rica e abençoada para mim. Já estou trabalhando nele há algum tempo e logo teremos essa grande novidade chegando por aí.

Assim como novos trabalhos. A medida que vou aprendendo, também vou aperfeiçoando, lapidando meu trabalho e procuro sempre compartilhar os ensinamentos que recebo.

Meu novo trabalho para este ano é o GESA- Grupo de Estudos Xamânicos – Sabedoria Ancestral, no qual quero vivenciar com um grupo durante o ano todo todas essas bênçãos que o Xamanismo nos traz.

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